Danças peruanas: conheça as danças tradicionais do país

Que o Peru é um destino fascinante, disso ninguém duvida mais! Não é à toa que o país recebe mais e mais visitantes todos os anos e seu turismo se desenvolve de forma acelerada.

Desde sua requintada gastronomia (eleita algumas vezes como a melhor do mundo) à sua história milenar, o país esconde verdadeiros tesouros entre tradições, costumes e mistérios de seu povo. E é justamente uma parte pouco conhecida da cultura do Peru que vamos abordar neste post: as danças peruanas.

Provavelmente, você já ouviu alguma música tipicamente andina ou, até mesmo, já viu algum tipo de apresentação. Mas será que você conhece essas manifestações culturais, como elas se chamam, suas origens e curiosidades a fundo? Então, fique aqui com a gente e se surpreenda com a riqueza dessas danças peruanas.

Confira 4 danças peruanas típicas do folclore

Apenas quatro pode parecer pouco tendo em vista a infinidade de grupos folclóricos que o Peru preserva em suas regiões. Estima-se que o país tenha cerca de 800 tipos de danças e, por isso, não conseguiríamos falar de todas aqui. Porém, você que pretende viajar pelo Peru e conhecer o lado folclórico de seu povo, certamente, vai ter a oportunidade de vivenciar muitas delas. Abaixo, separamos algumas das mais especiais e tradicionais manifestações e onde você conseguirá assistir as apresentações. Bora conferir?

danças peruanas

Huaylarsh

Popularmente, essa dança peruana recebe o nome de Huaylas e pode ser comparada a uma espécie de sapateado, porém com todo aquele toque especial dos Andes. Sua origem é atrelada à região de Huancayo (Junín) que, por sinal, é considerada pelos próprios habitantes como a região mais feliz do Peru. Afinal, por lá a animação é garantida, com um calendário de festas bem recheado durante o ano.

No entanto, se seu roteiro de viagem ao Peru não incluir a pequena cidade a 300 quilômetros de Lima, não se preocupe, pois você poderá assistir a Huaylarsh e muitas outras danças peruanas em outras regiões, como na própria Lima, Cusco e Huancavelica, por exemplo.

A palavra Huaylarsh vem do antigo idioma aymara e quer dizer “campo verde”. Acredita-se que suas celebrações são associadas à cosmovisão andina da cultura Wanka, bem anterior aos Incas. Essa dança é marcada, principalmente, pela força do sapateado e das palmas, sempre acompanhadas de gritos de felicidade, tanto de homens como de mulheres. A celebração pode representar uma série de acontecimentos, como a celebração pela colheita (Huaylla), a “paquera” entre dois jovens (Huayllu), uma briga entre homens ou competição entre homens e mulheres (Waylas).

Os trajes também são bem característicos, repletos de cores, bordados e detalhes. Quem quer conhecer pode procurar por apresentações em Lima, que costumam ocorrer o ano inteiro em centros culturais, praças e casas de show. Mas, para vivenciar a verdadeira Huaylarsh, vale consultar sua agência de viagens e planejar um pulo pelo Valle del Mantaro (Junín). A diversão é garantida!

Danza de Tijeras

Traduzindo ao pé da letra, seria “dança das tesouras”. O que faz todo sentido, afinal, os dançarinos se apresentam, de fato, com uma enorme tesoura em mãos. Simplesmente hipnotizante, já que se trata de uma mistura de dança com acrobacias. A Danza de Tjeras foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Nação em 1995 e é motivo de orgulho de seu povo.

Assim como muitas outras danças peruanas, essa também é de origem indígena e surgiu na região de Ayacucho, mas se estendeu pelo pais todo, onde é dançada também em Huancavelica e em Apurímac, por exemplo. Os dançarinos são chamados de Supaypa, Wasin, Tusuq ou Danzaq, que significa dançarino da casa do diabo.  Mas, afinal, de onde vêm esses nomes?

A história conta que, no século XVI, os videntes, bruxos e curandeiros eram perseguidos e chamados de filhos do diabo (supaya wawan, em quéchua), e se refugiaram nas zonas mais altas do país. Pra voltar às suas cidades, os “filhos do diabo” deveriam dançar em honra a Deus, com trajes espanhóis. As tesouras eram feitas pelos auquis, divindades indígenas, e o som que reproduzem viria da lagoa Yauruviri. No entanto, assim como muitas histórias do Peru, alguns relatos se misturam com lendas e crenças, o que torna ainda mais misterioso esse pais repleto de magias e encantos.

Los Caporales

Na verdade, los caropoles é a recriação de várias danças peruanas e bolivianas e nasceu, mais precisamente, às margens do lago Titicaca, na fronteira dos dois países. Sua origem vem do Tundique, um outro tipo de dança, que era feita somente por homens que, ao mesmo tempo, tocavam seus bumbos. Assim, nasceu a Tuntuna. Nela, os homens deixaram os bumbos para as mulheres acompanhá-los.

Logo depois, com a influência de outras danças peruanas, surgiu a Saya, com movimentos mais elegantes e delicados por parte das mulheres. Entre os personagens, apareceu o caporal, um capataz escolhido pelos espanhóis na época colonial para supervisionar o trabalho dos escravos e que dirige a dança com um apito e um chicote.

Como o número de caporales foi crescendo, originou-se uma nova dança: Los caporales. O ritmo é embalado pelo violão, flauta, bumbos e uma espécie de soalha que os homens carregam em suas botas. Simplesmente incrível!

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Marinera

Nossa última dica de danças peruanas não poderia ser outra. A marinera é uma das mais tradicionais do país e é divindade em dois grupos: a Limeña e a Norteña. A primeira, como o próprio nome sugere, vem de Lima e é mais suave e elegante que a segunda.

Já a Norteña, oriunda do Norte do país, é um tanto quanto mais enérgica e acaba impressionando um pouco mais. Sua origem remete a uma festa africana chamada Zamacueca, que era inspirada no acasalamento do galo e da galinha. A dança teve vários nomes diferentes, porém se concretizou como Marinera por uma homenagem à Marinha durante a guerra do Peru.

Nas apresentações, o casal dança e flerta, literalmente. O homem veste um traje elegante, com sapatos brilhosos e um chapéu. A mulher, por sua vez, usa vestidos longos e um lenço na mão, o que dá toda a elegância e leveza dos passos. Uma curiosidade muito interessante é que na Marinera Limeña a mulher usa saltos, enquanto na Norteña ela se apresenta descalça.

Para conferir alguma apresentação, Lima pode lhe oferecer essa oportunidade. Porém, também é possível encontrar essas e outras danças peruanas no Norte do país, em regiões como Chiclayo, Piura e La Libertad.

Enfim, essas foram as nossas dicas sobre as principais músicas peruanas e, como dissemos, há uma infinidade de outras que, provavelmente, vão tornar sua viagem ao Peru ainda mais completa. Prepare-se para se encantar e se apaixonar pelo folclore de um dos países mais tradicionais e ricos de cultura de toda a América do Sul!

Curtiu? Quer conhecer um pouco mais sobre as tradições do Peru? Então, não perca também nosso outro artigo com os principais pratos típicos peruanos, além do famoso ceviche! Boa leitura e bom apetite!

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